
Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai após dados de emprego dos EUA
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Índices nos EUA terminam em baixa com dados fortes do mercado de trabalho
Sextou! No meio da confusão que se tornou o Supremo Tribunal Federal (STF), com sopapos verbais por todos os lados, está o eleitor, o país, os políticos. E o Ibovespa. O principal índice da Bolsa brasileira terminou o dia com queda de 0,02%, aos 185.147,15 pontos, uma perda de 40,98 pontos, mas parece meio perdido no meio dessa barafunda toda.
Ontem, encerrou uma longa sequência de 11 vitórias, mas foi com uma derrota de 0,01% apenas. Em outras palavras, andou de lado nesses dois últimos dias, mas ficou com mais 5,40%, a melhor semana desde janeiro deste ano, quando de 19 a 23 ficou com mais 8,53%.
O tumulto pelo qual passa as instituições brasileiras, ao menos, não teve a ver com a queda do real hoje, que viu o dólar comercial subir 0,50%, a R$ 5,130. Entretanto, os DIs (juros futuros) continuaram na trajetória de queda e caíram por toda a curva.
O país mergulhou de vez no alvoroço do chamado trade eleitoral, no qual a escolha dos brasileiros pelos cargos públicos move o ânimo dos investidores.
Na visão do analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o cenário permanece favorável aos ativos brasileiros, com pesquisa Datafolha confirmando uma disputa mais apertada pela Presidência. A pesquisa Quaest um dia antes já havia dito a mesma coisa.
A força do momento eleitoral é tanta que superou a balbúrdia causada nos EUA pelo relatório de empregos de agosto, o payroll, que veio bem acima do esperado e voltou a colocar o Federal Reserve na missão tumultuada de possivelmente ter que aumentar as taxas de juros.
“O payroll surpreendeu muito o mercado no mês de agosto, ao apresentar crescimento de 162 mil vagas de emprego, revertendo a fraqueza observada nos meses de junho e julho”, disse Andressa Durão, economista do ASA. “Houve revisões altistas nos dois meses anteriores, que levaram a média móvel trimestral do emprego para 71 mil em agosto, após 38 mil em julho”.
Ela destacou também que houve manutenção da taxa de desemprego em 4,1%, dessa vez com aumento da taxa de participação, que vinha caindo desde o início do ano. “A surpresa positiva do payroll em agosto, somada à estabilidade da taxa de desemprego em patamar baixo, retira o risco de deterioração do mercado de trabalho, trazido pelos dados de junho e julho. Para o Fed, o relatório confirma que o mercado de trabalho não oferece riscos no momento, reforçando o foco nos dados de inflação. Os dados do CPI e PPI serão divulgados na semana que vem, antes da próxima decisão de juros, em 18 de setembro”.
Mas os investidores, envoltos nessa confusão de projeções, resolveram não esperar os dados de inflação e se retiraram: os principais índices em Nova York terminaram no vermelho. Os da Europa, em sua maioria, também.
Nessa iminência de alta de juros, quem poderia aparecer para causar mais confusão? Ele, claro, o presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou deixar de fazer negócios com países em déficit com os EUA, caso o Fed não reduza as taxas.
Esse caos institucional no Brasil e também na maior economia do mundo ainda apenas incomoda os investidores, que dispostos estão de deixar isso tudo em segundo plano em troca de bons negócios. Não foram pouco no meio dessa desorganização toda.
Ministros brigam lá, Trump esbraveja de acolá, mas os investidores resolveram olhar para Vale (VALE3), que despencou ontem, como uma boa oferta e fizeram a mineradora hoje subir 0,22%, longe da máxima do dia.
Os bancos também ficaram alheios ao redemoinho de Brasília e subiram: BB (BBAS3) ganhou 0,31%, Bradesco (BBDC4) avançou 0,62%, Itaú Unibanco (ITUB4) ficou estável e só Santander (SANB11) ficou em baixa, com menos 0,03%. B3 (B3SA3) conseguiu mais 0,12%.
Embraer (EMBJ3) voou acima dessas confusões todas e ganhou 1,12%, com novo pedido da ANA, que o fez chegar mais perto de sua meta anual.
IRB (IRBR3) ganhou amplo 4,64%, com aprovação de corte de impostos para resseguradoras.
Do lado das baixas, Petrobras (PETR4) se destacou com menos 0,95%, mesmo com a alta dos preços dos barris de petróleo e com o Ibama autorizando a petroleira a perfurar mais poços na Foz do Amazonas.
Esse é um sextou diferente, porque é véspera de feriado! Segunda-feira, dia 7 de setembro: dia da Independência deste país tão confuso e dia também de mais confusão, ainda mais em véspera de eleição.
A semana ainda será marcada por dois dados importantes nos EUA: o índice de preços ao produtor (PPI), na quinta-feira, e o índice preços ao consumidor (CPI), na sexta-feira. De tremores nosso noticiário não carece, é o que mais tem. Feriadou? (Fernando Augusto Lopes)
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
O dólar comercial volta a subir frente ao real, após quatro baixas seguidas. O movimento vai na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países desenvolvidos, com o DXY, o índice dólar, com mais 0,24%, aos 99,14 pontos. Câmbio fecha semana com baixa de 1,28%.
Investidores em Wall Street receberam o payroll de agosto, o relatório sobre o mercado de trabalho mais observado pelo Federal Reserve, com um número muito mais forte do que o esperado, o que pode estimular o Fed a aumentar as taxas de juros em setembro já. “Essa surpresa positiva nos dados de emprego provavelmente aumentará as preocupações sobre um aumento da taxa de juros, mas esse resultado depende dos números da inflação da próxima semana”, disse à CNBC Ellen Zentner, estrategista-chefe de economia da Morgan Stanley Wealth Management. “Se esses números forem menores do que o esperado, o Fed provavelmente se sentirá confortável em desconsiderar sinais potencialmente inflacionários vindos do mercado de trabalho”.
Presidente brasileiro conversou com Donald Trump por telefone há cerca de 10 dias.
update 16h21 Petroleiras intensificam queda: BRAV3, -3,38%; RECV3, -3,06%; PRIO3, -2,21%; PETR3, -1,35%; PETR4, -1,20% update 16h19 Ibovespa: MGLU3 é a maior alta da semana; veja a lista Semana (%)Dia (%)MGLU325,974,68CSNA321,31-0,94AZZA319,852,87VAMO316,392,96BBAS312,130,18 update 16h18 Ibovespa: apenas quatro ativos terminam a semana no negativo; veja quais Semana (%)Dia (%)RAIL3-2,76-2,30MBRF3-2,41-3,10PRIO3-0,79-2,34EMBJ3-0,560,81 update 16h16 CVCB3 mantém ritmo de ganhos com alta de 6,15% update 16h15 Small caps: SIMH3 é a maior alta da semana; veja as outras Semana (%)Dia (%)SIMH318,503,33SEER315,992,25MOVI315,473,87ECOR314,183,27ONCO312,902,94 update 16h13 Small caps: FHER3 é a maior queda da semana; veja as demais Semana (%)Dia (%)FHER3-4,06-2,54TGMA3-2,93-1,58MLAS3-2,63-1,60MBRF3-2,52-3,21VULC3-2,390,46 update 16h10 Ibovespa perde força e reverte alta: -0,03%, com 185.137 pontos update 16h05 Minerva (BEEF3, +5,54%) tem a ação mais negociada do dia update 15h50 Ambev (ABEV3) volta a subir com +0,44% update 15h47 Petróleo: Brent com vencimento em outubro fecha com alta de 0,80%, a US$ 96,28 update 15h44 Grandes bancos no azul: BBAS3, +0,40%; BBDC4, +0,28%; ITUB4, +0,14%; Santander (SANB11) mantém queda: -0,20% update 15h36 Vale (VALE3) reduz ganhos e tem +0,60% update 15h34 Petróleo: WTI com vencimento em outubro fecha com alta de 0,20%, a US$ 91,48 update 15h30 Grandes varejistas no azul: MGLU3, +3,96%; AMER3, +2,44%; BHIA3, +1,45% update 15h18 Hypera (HYPE3) mantém ritmo e tem alta de 2,11% update 15h15 Ibovespa: PETR4 é a ação mais negociada do dia até aqui; veja as demais NegóciosDia (%)PETR433.708-1,16BBDC426.6570,34PRIO323.808-2,18BBAS323.6520,31ITSA422.9091,02 update 15h13 Braskem (BRKM5) amplia queda e bate nova mínima a -3,44% update 15h07 Ibovespa diminui ritmo de ganhos e alta vai a 0,05%, com 185.275 pontos update 15h00 Ambev (ABEV3) reverte alta e passa a cair com -0,06% update 14h52 Santander (SANB11) mantém baixa com -0,39% update 14h47 Setor de papel e celulose no vermelho: KLBN11, -0,10%; SUZB3, 0,09% update 14h39 Vale (VALE3) sustenta alta com +1,22% update 14h35 Construtoras operam com mistas: TEND3, +2,80%; CURY3, +2,03%; MRVE3, +0,18%;
📰 Resumo
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